quarta-feira, 27 de maio de 2009

Jackson Lago e sua coligação recorrem para que cassação seja analisada pelo STF

O governador cassado do Maranhão, Jackson Lago (PDT), e a coligação Frente de Libertação do Maranhão apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recursos extraordinários contra a decisão da Corte, tomada em março, que cassou o seu mandato e de seu vice, Luiz Carlos Porto, por abuso de poder político.

Os recursos, que serão analisados pela Presidência do TSE, pedem o exame do caso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com a extinção do processo sob o argumento de que o TSE não teria pelo artigo 121 da Constituição Federal competência originária para julgar ações que tratam de recurso contra expedição de diploma. Com isso, pedem a anulação do julgamento do TSE ou a remessa dos autos para o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE- MA).

Além desse motivo, Jackson Lago argumenta que o resultado do julgamento ocorreu de forma equivocada, com base na soma indevida de votos que se apoiaram em causas de pedir distintas. Desse modo, segundo o governador cassado, houve ofensa aos princípios do devido processo legal e da exigência de motivação das decisões judiciais, contidos nos artigos 5 e 93 da Constituição Federal.

"Do confronto dos votos, percebe-se que a única base empírica comum se dá entre aqueles que votaram pelo provimento do recurso por conta dos episódios de Codó e Pinheiro (Prodim)", afirma Jackson Lago em seu recurso.

Afirma ainda que o entendimento do TSE que apontou abuso de poder político por parte de Jackson Lago violou os princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade. Tanto Jackson Lago quanto a coligação pela qual foi eleito em 2006 sustentam ainda que há repercussão geral evidente no caso, por envolver cassação de mandato de governador escolhido pela maioria dos eleitores de um estado.

Jackson Lago e sua coligação afirmam que o evento de Codó e o caso Prodim ocorridos no primeiro semestre de 2006, dois dos onze fatos apontados como causa de pedir a cassação de seu diploma, não tinham potencial para influenciar no resultado da eleição daquele ano. Segundo o governador cassado, no episódio de Codó, no aniversário da cidade, houve apenas um pronunciamento de apoio do governador do Maranhão José Reinaldo Tavares e no de Pinheiro, realizado em local fechado, compareceu um gerente regional do governo estadual para falar do programa Prodim. Desse modo, Jackson e sua coligação afirmam que sua cassação se deu em razão de fatos irrelevantes, de pouco potencial ofensivo ao equilíbrio da eleição no estado.

Entre os motivos para pedir a punição de Jackson Lago e de seu vice, a coligação Maranhão – A Força do Povo, da candidata Roseana Sarney, informou que, em Codó, houve assinatura de convênio entre o governo e a prefeitura, quando estariam presentes José Reinaldo Tavares e Jackson Lago. No outro caso, a coligação acusou Lago de participar de reuniões do Prodim, programa do governo do estado em parceria com o Banco Mundial (BID), que visava a doação de bens e serviços a pessoas carentes. Roseana Sarney foi empossada governadora do Maranhão após o TSE confirmar a cassação de Jackson Lago ao rejeitar em abril os recursos (embargos de declaração) que apresentou contra a decisão.

Por sua vez, Jackson Lago e sua coligação destacaram nos recursos extraordinários que a diferença de votos entre ele e a candidata Roseana Sarney foi mínima nos municípios de Codó e Pinheiro e que, mesmo se os 39.121 votos recebidos por Lago nas duas localidades lhe fossem retirados, mesmo assim seria eleito governador do Maranhão em 2006. (Da Ascom / TSE)

terça-feira, 26 de maio de 2009

Holanda diz que governo do MA distribui apenas farinha para flagelados

O deputado Edivaldo Holanda (PTC), em pronunciamento feito na sessão de ontem (25), denunciou o que ele classificou de descaso do governo do Estado para com centenas de famílias desabrigadas no município de Boa Vista do Gurupi.

Holanda afirmou que neste último final de semana esteve na cidade e presenciou um fato lastimável. Segundo ele, funcionários do governo estadual distribuíam aos desabrigados pelas chuvas cestas básicas contendo apenas farinha.

“Se eu não tivesse visto com os meus olhos, sinceramente não acreditaria. Mas presenciei o fato. Vi a humilhação de centenas de famílias que foram forçadas a receber cestas básicas contendo apenas sacos de farinha”, relatou o parlamentar.

Edivaldo Holanda solicitou ao líder do governo na Assembleia, deputado Chico Gomes (DEM), que mantenha contato com os órgãos governamentais responsáveis pela distribuição das cestas básicas para os desabrigados maranhenses com o objetivo de descobrir os verdadeiros motivos da “humilhação”. “Deputado Chico, o senhor como líder do governo tem que saber por que o governo está humilhando estas pessoas desta forma”.

Holanda esteve em Boa Vista do Gurupi participando de uma ação da 2ª Assembleia Geral das Igrejas Batistas da Região do Alto Turi. Na ocasião, representantes da Convenção Batista Maranhense distribuíram aos desabrigados cestas básicas, alimentos e remédios.

PSB garante apoio a José Reinaldo no MA

O ex-governador José Reinaldo Tavares e o presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Tavares confirmaram que vão continuar no PSB, e que não há o menor risco de uma intervenção da executiva nacional, para levar o partido a apoiar o grupo Sarney no Maranhão.
O presidente da legenda, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, disse ao ex-governador que a sua ida para o PSB foi homologada por Miguel Arraes, o que lhe garante irrestrito apoio na disputa que trava no Maranhão.
Neste próximo sábado, o diretório estadual elege a executiva do PSB, e vai reafirmar a eleição de José Antônio Almeida para a presidência. Dos 60 eleitores, o grupo Tavares tem 36 votos garantidos, podendo chegar a 42.
Em busca de um entendimento com o deputado federal Ribamar Alves, que questionou a primeira eleição de Almeida, foi oferecida, e recusada, a terceira vice-presidência, hoje ocupada por Marcelo Tavares.
Neste sábado serão confirmados os nomes de José Antônio Almeida (presidente), Édison Vidigal (1ª Vice), Domingos Paz (2ª Vice), Marcelo Tavares (3ª Vice), e o ex-deputado federal Luciano Leitoa como secretário geral, dentre as 21 cadeiras da executiva.
Composição que garante o PSB longe das hostes de Sarney no Maranhão.

Modificado às 0h48 para correções feita pelo leitor Antônio Carlos Aguiar.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SENHOR FEUDAL - JOSÉ SARNEY 'ESCONDEU' DA JUSTIÇA CASTELO EM PORTUGAL

Quinta dos Lagos foi comprada no final de sua presidência, por meio de uma ‘offshore’ com sede num ‘paraíso fiscal’

Castelo, em estilo que lembra o período medieval, teria sido do presidente do Senado por pelo menos quatro anos

POR OSWALDO VIVIANI
De Sintra, Portugal

Chamado pela revista inglesa "The Economist", em fevereiro passado, de representante do semifeudalismo na política brasileira, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), adquiriu, no final de sua Presidência, em 1990, um castelo em estilo que lembra o período medieval, na cidade de Sintra, em Portugal (a 20 km de Lisboa). Trata-se da Quinta dos Lagos - imóvel de 23.400 metros quadrados de área total, avaliado atualmente em R$ 30 milhões (10 milhões de euros), sem contar o valor histórico -, que teria pertencido a Sarney por pelo menos 5 anos. A propriedade nunca foi declarada à Justiça Eleitoral nem à Receita brasileira.

De acordo com uma reportagem investigativa publicada na ocasião pela revista portuguesa "Olá", Sarney comprou a Quinta dos Lagos por meio da Almonde Securities S.A., uma offshore com sede no Panamá, mas que tem os fundos geridos na Suíça. Os dois países - Panamá e Suíça - são "paraísos fiscais" (locais que gente endinheirada busca para abrir empresas quando pretende driblar o Fisco).

A reportagem do Jornal Pequeno esteve em Sintra e Lisboa, de 14 a 22 de abril, e teve acesso, embora restrito, ao registro da transação imobiliária na 1ª e na 2ª Conservatórias (Cartórios) de Registro Predial de Sintra. A Quinta dos Lagos teria sido comprada por José Sarney/Almonde de representantes legais de uma certa família Sibourg.

Não foi possível localizar nos dois cartórios de Sintra a data em que Sarney se desfez do imóvel. O JP apurou, no entanto, que o castelo segue em nome de alguém ligado à Almonde Securities, cujos endereço e telefone em Sintra são da Quinta dos Lagos. Vizinhos e comerciantes antigos, instalados nos arredores do castelo, garantiram ao JP que pelo menos até 1993 "uns brasileiros da família de um ex-presidente da República" passavam parte do verão europeu na Quinta dos Lagos.

Assunto tabu - O "caso do castelo" é um assunto tabu para o senador José Sarney, que sempre evitou, de todas as formas, comentá-lo. O JP encaminhou ao assessor da Presidência do Senado, Chico Mendonça, dois e-mails com várias perguntas a Sarney, além de ter feito com o assessor dois contatos telefônicos.

Na única e ligeira resposta dirigida ao JP, Mendonça afirmou apenas, num e-mail, que "a informação não é verdadeira" e que "quando surgiu pela primeira vez, à época do governo Sarney, foi cabalmente desmentida". O assessor não informou ao JP os termos desse desmentido "cabal" e, certamente por orientação do senador Sarney, fez um pedido estranho, no final do e-mail: "A declaração deve ser atribuída a mim".

Reportagem investigativa - A compra da Quinta dos Lagos e a ligação da Almonde Securities com José Sarney foram divulgadas pela primeira vez numa reportagem de autoria da jornalista Maria do Rosário Lopes, publicada, pouco tempo depois da aquisição do castelo, pela revista portuguesa "Olá", um suplemento do jornal "Semanário". O JP teve acesso à publicação na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa.

A matéria é intitulada - como o romance policial de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão - "O mistério da estrada de Sintra". Nela, a repórter Maria do Rosário informa que o procurador da Almonde Securities em Portugal, na época, Carlos Aguiar, embora não tenha negado a compra da Quinta dos Lagos por José Sarney, "recusou-se a prestar maiores esclarecimentos".

A aquisição do castelo por Sarney - concretizada quando ele ainda era presidente da República - foi confirmada à repórter Maria do Rosário pela vizinhança da propriedade e por uma caseira, identificada como Maria José. Esta afirmou à jornalista que o negócio envolveu "uns brasileiros, gente importante, parece que era o Sarney".

Além da reportagem da revista "Olá", o blog http://riodasmacas.blogspot.com, que descreve lugares e curiosidades de Sintra, posta há bastante tempo a informação de que José Sarney foi um dos donos da Quinta dos Lagos (buscar no google "quinta dos lagos rio das maçãs"). "Comprada [depois da morte do primeiro dono, Fernando Formigal de Morais] por um tal senhor Andersen, cônsul geral da Dinamarca, a quinta [dos Lagos] também teve como proprietários a família Sibourg e o ex-presidente do Brasil José Sarney", diz o blog.

O que se pergunta é: se Sarney já negou "cabalmente" ter sido algum dia dono do castelo, por que não exigiu até hoje que a informação fosse excluída do blog? Isso para ele não representaria nenhuma dificuldade, pois já conseguiu até que a Justiça retirasse um blog do ar, no Amapá (http://alcinea-cavalcante.blogspot.com).

Cercas elétricas e cão - Para checar as informações difundidas pela revista "Olá" e pelo site "Rio das Maçãs", a reportagem do JP esteve, no dia 16 de abril, na Quinta dos Lagos, que se estende pela rua Francisco dos Santos, mas cujo portão principal fica no largo Fernando Formigal de Morais, 9. O nome do largo é uma homenagem ao primeiro proprietário do castelo (saiba mais na página 6).

O lugar é todo rodeado por muros altíssimos, onde estão instaladas cercas elétricas. Um grande cão preto também vigia o castelo.

A reportagem tocou o interfone instalado ao lado de um pequeno portão que dá acesso ao castelo pela rua Francisco dos Santos. Um empregado atendeu, porém não permitiu o acesso à área interna. Ele não quis se identificar, mas admitiu que José Sarney foi dono da Quinta dos Lagos, garantindo que atualmente não era mais. Perguntado sobre quem era o atual proprietário, respondeu com um seco e desconfiado "Não te interessa", fechando o portão na cara do repórter.

Um dia depois, numa consulta à lista telefônica portuguesa, a reportagem do JP descobriu que o número do telefone da offshore Almonde Securities em Portugal era de Sintra: 219 231 589.

Ao ligar para esse número, outra surpresa: atendeu uma funcionária da Quinta dos Lagos, que se identificou como Armandina Fernandes e confirmou que o ex-presidente José Sarney foi um dos proprietários do castelo. Depois, passou o telefone para o empregado com o qual a reportagem havia conversado um dia antes. Ele recusou-se a prestar novas informações e pediu que o repórter não insistisse.

Confirmou-se, assim, que a Almonde Securities S.A. não tem sede, nem escritório, nem funcionários em Portugal. Seu telefone e endereço atuais são da própria Quinta dos Lagos.

Mulheres e 'miúdos' - Em Sintra, é notório que José Sarney foi dono da Quinta dos Lagos. Um morador e dois comerciantes da Estefânia de Sintra, onde se localiza o castelo, afirmaram ao JP que no início dos anos 90 "uns brasileiros da família de um ex-presidente da República" eram vistos nas épocas do verão europeu (junho a agosto) entrando e saindo de carro na propriedade e frequentando o comércio local.

Os três entrevistados - cujos nomes a reportagem prefere preservar - disseram que conheceram "algumas mulheres e os 'miúdos' [crianças]", mas não se lembram de alguma vez terem visto o próprio José Sarney na propriedade.

No entanto, coincidência ou não, o atual presidente do Senado era figurinha fácil em terras portuguesas entre 1990 e 1993. Jornais e revistas da época registraram várias dessas visitas à nossa ex-metrópole ultramar. Nessas ocasiões, Sarney nunca deixava de se encontrar com seu amigo Mário Soares, do Partido Socialista, então presidente da República portuguesa. A dupla jantava quase sempre no luxuoso restaurante lisboeta Gambrinus, na rua das Portas de Santo Antão, perto da bela praça do Rossio.

Notícias Relacionadas
Arruinado, primeiro dono do castelo se suicidou

sábado, 23 de maio de 2009

JOSÉ REINALDO TAVARES ACENA PARA O PPS


O ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) anunciou numa reunião com dirigentes do PPS no início da semana que deixará o PSB. Mas, não irá para o PSDB, mas sim para o próprio PPS. O anúncio surpreendeu os socialistas.

Segundo José Reinaldo, o presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) tem uma forte ascendência sobre a direção nacional do partido, leia-se o governador pernambucano Eduardo Campos.

Essa foi a única razão exposta por Tavares para deixar o PSB. Hoje, a coluna O Estado Maior, de O Estado, colhida do jornal A Tarde, dirigido pelo jornalista Luís Cardoso, a direção nacional da legenda, “estaria fortemente inclinado a intervir no Diretório do Maranhão. Motivo: os dirigentes do partido estão na contramão da orientação da direção nacional”.

Depois da reunião com os dirigentes do PPS, José Reinaldo viajou para Brasília (DF) onde se encontrou com a ‘cúpula’ nacional do PPS, leia-se Roberto Freire. Tavares deve ingressar no partido antes do congresso da legenda, que ocorrerá no início de agosto.

Uma fonte – próxima de Tavares – revelou ao blog que o ex-governador anda incomodado com uma suposta aproximação do correligionário, deputado federal Ribamar Alves, do ministro das Minas Energia, Edison Lobão (PMDB). Tavares teria se queixado do advogado José Antônio Almeida, presidente regional do PSB.

A ida de José Reinaldo para o PPS o aproxima do palanque eleitoral de José Serra (PSDB) em 2010. Para os tucanos, o PPS funciona como uma sublegenda do PSDB

NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO!!!


Os policiais militares que chegaram a sonhar com um aumento de 12% em seus vencimentos, enviado para a AL, pelo governo deposto, agora têm que se contentar com apenas 5% concedido pela governadora empossada Roseana Sarney.

O incrível nessa história é que não apareceu nenhum oficial da corporação para peitar o secretário de segurança e nem tampouco ameaçar com o aquartelamento, como faziam sistematicamente no governo anterior.

Durante os dois anos do governo Jackson Lago, ninguém foi mais presssionada que a secretária de segurança Eurídice Vidigal e o Comandante-Geral da Polícia Militar, coronel Francisco Melo, que era tido pela tropa como verdadeiro carrasco, sobretudo após a criação do Patrulha nos Bairros, que em trinta dias do novo governo já foi quase totalmente extinto, embora tenha sido muito bem aceito pela população que já sente sua falta.

O deputado Raimundo Cutrim, atual secretário, que da tribuna da Assembleia Legislativa criticava duramente e dizia que com ele tudo seria diferente, que a população poderia dormir com as portas de suas casas abertas que nada lhes aconteceria, até agora não disse a que veio, a violência e acriminalidade não diminuiram e o contigente policial nas ruas hoje é até menor que na gestão anterior.

É como diz o adágio popular: Pimenta nos olhos dos outros é refresco!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

FÁBRICA DE MENTIRAS



Os “jornalistas” do Sistema Mirante, de propriedade da família Sarney, orientados por seus patrões, tentam mais uma vez, de forma sórdida e asquerosa, arquitetar uma campanha de desgaste do governo Jackson Lago. Eleito pela vontade popular e soberana da maioria dos maranhenses sendo depois arrancado por um grupo oligárquico, autoritário, excludente através de um golpe, Jackson e seus auxiliares continuam como alvos preferidos da máquina de guerra do clã Sarney.
Ao tentar confundir, mais uma vez, a opinião pública, com informações distorcidas, a mais nova trama diabólica do grupo Sarney consiste em vasculhar nos setores administrativos da gestão pedetista, de norte a sul, de leste a oeste, indícios (não importa se forjados) que demonstrem a falta de compromisso do governo anterior com a população que o elegeu legitimamente.
Nesse sentido, a tática utilizada seu aparato de comunicação - TV Mirante, jornal O Estado do Maranhão e blogues -, estes alinhados para de maneira leviana e mentirosa, desqualificar os avanços e as conquistas obtidas no governo Jackson Lago, principalmente no setor educacional. Eles não lembram de falar que em oitos anos de Roseana no poder, só construíram três escolas de Ensino Médio, deixando em apenas 58 municípios maranhenses numa realidade de 217 que existem no Maranhão.
Para saber como isso vem ocorrendo, basta prestar atenção em cada vírgula de jornal, cada frase dos locutores e cada imagem das televisões impregnadas de informações manipuladas como se fosse verdade, ou seja, apresentam uma dada opinião como se fosse a “vontade da população”, mas que na verdade, não passa do mais deprimente festival de embustes, pautados por interesses político-eleitoreiros.
Entregue pelo voto de quatro ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Roseana Sarney sabe que possui ainda um alto índice de rejeição e enfrentará muitos problemas pra conseguir sua reeleição em 2010. Os ataques diários ao governo Jackson Lago arquitetados pelo império midiático sarneysista, mesmo depois da tomada do poder, só servem para demonstrar claramente o medo da oligarquia de encarar as urnas ano que vem.

O Maranhão não Aguenta mais a Governadora dos 4 Votos



A família Sarney mais uma vez é a causa maior do atraso e da pobreza do estado. 'Ô, sina'! O Maranhão, depois de um esforço enorme para estabilizar as suas contas e a adoção de uma radical mudança da agenda governamental, que finalmente priorizou a melhoria dos seus indicadores sociais (renda per capita, escolaridade média, combate ao analfabetismo e de outras mazelas sociais), vê agora tudo ir pelo ralo. Quiséramos poder esperar que não...


Quiséramos esperar que a grande imprensa, assim como o fez recentemente (a revista Veja, p.ex.) pudesse publicar estudos comprobatórios positivos, oriundos de renomadas instituições - como A Fundação Getúlio Vargas - mostrando que Maranhão, como no meu período de governo, obteve avanço em relação aos indicadores sociais.

No período em que governei o estado foi assim. O Maranhão foi o terceiro estado brasileiro que mais avançou em relação a tais indicadores. Comprovadamente. Em outras palavras, com os referidos estudos, foi possível ver que o novo caminho que o Maranhão escolheu a partir da minha gestão deu certo, tudo em benefício de seu povo. Bastava prosseguir.

E era isso que vinha acontecendo no governo Jackson, evidentemente, respeitando particularidades de cada um. Os convênios com os municípios foram fundamentais para a amplificação do êxito do governo e, por isso, continuados. Parecia que finalmente o Maranhão decolaria...

Com a decisão dos 4 Ministros do TSE, sem dúvidas, tomada sob grande pressão do Presidente do Senado, José Sarney, isso tudo mudou. O estado está parado, como bem coloca a excelente jornalista Dora Kramer do Estado de São Paulo em recente artigo. Segundo o que diz, o estado do Maranhão sofre com as incertezas sobre o futuro, geradas pela paralisia que aqui se abateu desde a posse de Roseana Sarney.

Infelizmente, o quadro é obscuro. Quando vierem novas pesquisas, o estado deverá sofrer brutal regressão. Roseana legou ao Maranhão, após deixar o governo há 7 anos, a última colocação entre os estados brasileiros em relação a todos os indicadores sociais. Não merecia recebê-lo de volta. E ela continua a mesma, pasmem. Por último, disse à revista Época que no seu governo os indicadores sociais do estado melhoraram. É caso de insanidade!

Vamos ver a sua contribuição desse governo de opereta nesses pouco mais de trinta dias:

1. Em uma sanha revanchista, sem precedentes, tem um grupo autorizado pelo governo, examinado listas de pessoal, demitindo todos que lhes pareçam simpatizantes do governo anterior. Com isso deram enorme contribuição para a inoperância dos órgãos de governo. Não interessa o mérito. É o aparelhamento sarneysista.

2. De maneira inusitada, resolveram tomar dinheiro das prefeituras. Retiram a verba de suas contas, utilizando sentenças eivadas de vícios de origem, pois, segundo advogados, para serem prolatadas deveriam ser acompanhadas das cópias dos convênios, o que não aconteceu. Assim, estão retirando das contas até dinheiro aquelas receberam do governo federal. Uma loucura. É para intimidar a classe política. Querem subjugar os prefeitos pelo medo. Para os menos aguerridos, mandam recados que podem devolver alguma coisa. Na verdade só querem ganhar tempo e diminuir as reações. Eles querem é o dinheiro, aliás, nunca esconderam isso.

3. Não mexem uma palha em favor das cem mil famílias desabrigadas pelas cheias. O abandono chega a ser criminoso e as imagens da televisão não deixam dúvidas. Doenças e fome, desespero e desamparo é o que têm. Os municípios estão praticamente sós nessa luta. Eles é que estão provendo a assistência médica, numa luta desigual, pois as condições em que as pessoas estão abrigadas são péssimas, insalubres, precárias. As crianças são as que mais sofrem, abandonadas pelo poder público. O Maranhão é talvez o único estado em que o governo não liga para o que está acontecendo, para esse drama e tragédia que se abateu sobre tanta gente. A Governadora condescendeu em fazer um passeio de lancha pelo rio, muito maquiada para a TV, e deu por encerrada sua participação. Ficou exausta e os desabrigados deviam ficar felizes em vê-la, em seu desfile. E nessa hora terrível é que ela, insensível, resolveu tirar dinheiro dos prefeitos. Qualquer um daria recursos para os prefeitos minorarem o drama da população. Ela, no entanto, não quer saber. O que quer é apenas o dinheiro. Em vão, tenta fazer crer que não recebeu dinheiro de Jackson. O que dizer então sobre os 380 milhões deixados? Dinheiro esse constante do fluxo de caixa do estado? O Maranhão, com esse tipo de gente no governo, vai levar muito tempo para se recuperar. Milhares de famílias perderam tudo: casas, camas, geladeiras, televisão, outras mobílias, e talvez até mesmo assaltadas em seu orgulho e auto-estima. Como se recuperarão sem ajuda? E no setor rural, a fome e a miséria aumentarão muito, pois sem socorro, perdem tudo que plantaram, sua atividade, seu ganha-pão. Não merecem tanto descaso...

4. Roseana, a governadora dos 4 ministros, não quer dar os aumentos já autorizados por Jackson em medida provisória. A gratificação dos professores escapou, porque ela mandou buscar as medidas de volta e depois desistiu. Claro, pois a devolução teria que ser autorizada pelo plenário da Assembleia, certamente com as galerias lotadas de professores. O medo da rejeição a fez mandar buscar seu ofício de volta. Com os servidores em geral e a Polícia Militar, em particular, ela também não quer dar os aumentos. Mas mudou de tática. Agora, toda vez que a media provisória vai a votação, ela manda a sua bancada de deputados apoiadores se retirar de plenário, afetando o quorum da reunião. Se não houver reação nas galerias, ela vai tentar empurrar com a barriga por muito tempo. Aumento não é com ela. Em oito anos de governo, os servidores nunca foram respeitados. Tiveram zero de aumento. Ela é a mesma.

5. A maior prova da paralisação administrativa do Maranhão é dada pela circulação do Diário Oficial. Não circulou em dia nenhum desde que Roseana usurpou o governo. Mais que uma irregularidade, um crime, pois contraria a Lei e atende ao desejo de falta de transparência que quer o governo, prejudicando o acompanhamento e a fiscalização dos seus atos. Se o Diário Oficial atrasava um dia no governo Jackson, a mídia Sarneysista acusava o governo de esconder seus atos. Hoje, com esse governo, atrasa todos os dias. O que poderão dizer?

6. É risível. Para simularem trabalho, assinam, com toda a pompa mais um protocolo da refinaria da Petrobras. Sendo que tudo isto já havia sido assinado por Jackson. São os reis da embromação!

Mas essa lista é muito maior... Contudo, por hora, pararemos por aqui.

Na próxima semana, falaremos da reunião de Resistência Democrática. Animador. Até lá!


Escreveu José Reinaldo Carneiro Tavares às 07:38 0 comentários

Marcadores: Meus artigos

TE CUIDA CARCARÁ !!!


Pelo visto a queda de braço entre o super secretario e governador de fato Ricardo Murad e o vice (de direito) João Alberto, está apenas no começo. A medida que se aproxima a licença da governadora biônica Roseana Sarney, para tratamento de saúde,a guerra muda entre ambos vai se acirrando.
Uma prova evidente dessa guerra, foi a jogada armada por Ricardo ontem em frente a secretaria de saúde do estado, da qual é o titular. Um suposto grupo de agentes de saúde foi para a porta do órgão, exigir da secretaria o pagamento do décimo quarto salário da classe que não vem sendo pago.
Curiosamente o carro de som dos manifestantes trazia uma faixa com o nome do deputado Alberto Franco, grande amigo de Ricardo Murad, que desceu do gabinete, subiu no carro dos “manifestantes”, distribuiu abraços. Tudo rigorosamente registrado por um blogueiro miranteano, que trabalho no prédio ao lado onde funciona o TCE.
A espectativa agora gira em torno do contra-ataque por parte de João Alberto, conhecido por sua dureza com adversários e homem que não costuma deixar pergunta sem resposta.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Globo comprova descaso do Governo do Estado com os desabrigdos do MA

O Jornal Nacional, de segunda-feira, e o Jornal Hoje, de ontem, da Rede Globo de Televisão, confirmaram o que disse o ex-governador José Reinaldo Tavares em seu artigo de terça-feira, aqui no JP. (O governo) “Não mexem uma palha em favor das cem mil famílias desabrigadas pelas cheias. O abandono chega a ser criminoso, e as imagens da televisão não deixam dúvidas. Doenças e fome, desespero e desamparo é o que têm. Os municípios estão praticamente abandonados nessa luta. Eles é que estão provendo a assistência médica, numa luta desigual, pois as condições em que as pessoas estão abrigadas são péssimas, insalubres, precárias. As crianças são as que mais sofrem, abandonadas pelo poder público. O Maranhão é talvez o único estado em que o governo não liga para o que está acontecendo, para esse drama, essa tragédia que se abateu sobre tanta gente. A governadora condescendeu em fazer um passeio de lancha pelo rio, muito maquiada para a TV, e deu por encerrada sua participação. Ficou exausta e os desabrigados deviam ficar felizes em vê-la em seu desfile”, escreveu e denunciou Zé Reinaldo.

E a Rede Globo, através dos seus telejornais, mostrou para todo o Brasil que se trata da mais cristalina verdade. Mostrou a Globo, em matérias produzidas diretamente por sua equipe, sem passar pelo Sistema Mirante, a dificuldade que está sendo a entrega de donativos para os flagelados no Maranhão.

Disse o Jornal Nacional: “O Maranhão recebeu mais dois helicópteros para ajudar a levar auxílio aos atingidos pelas enchentes; um pertence à Marinha e o outro à Polícia Rodoviária Federal. Mas os militares decidiram só distribuir os donativos nos municípios em que a prefeitura e a Polícia Militar garantirem a segurança. Domingo, 17, moradores de Icatu, a 100 quilômetros de São Luís, tentaram saquear um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) que levava cestas básicas”.

As imagens da tentativa de saque foram exibidas para todo o Brasil, o que mostra que o governo do Estado não se sensibilizou para o problema, que a governadora Roseana Sarney continua insensível ao drama dos desabrigados que estão passando fome no interior do estado. Tivesse o governo assumido de verdade a situação, não teríamos tentativas de saque como essa de Icatu. E o governo federal não estaria condicionando as ajudas à segurança dos seus agentes.

É a triste realidade do Maranhão, hoje, entregue brutalmente pela Justiça Eleitoral a um grupo que está pouco ligando para o sofrimento de centenas de milhares de pessoas.

PT descarta aliança com Roseana Sarney, diz Valdinar

O deputado Valdinar Barros (PT) ocupou hoje (terça-feira, 19) a tribuna da Assembleia para comunicar a decisão do Diretório Estadual do PT, tomada, durante reunião no dia 14 de maio, de não apoiar a governadora Roseana Sarney (PMDB), proibir a participação de seus filiados na administração estadual, e se solidarizar com a população maranhense castigada pelas enchentes.

Segundo Valdinar, ficou decidido, também, por meio de resolução, que a aliança política defendida pelo deputado federal Washington Oliveira – PT/PMDB/DEM para as eleições de 2010 – não reflete nenhuma resolução do PT do Maranhão, pois se trata de uma posição pessoal do parlamentar que não conta com o respaldo da instância partidária.

De acordo com Valdinar, a resolução do Diretório Estadual confirma a suspensão da filiação do secretário estadual José Antônio Heluy, e remeteu sua expulsão para a Comissão Provisória e para a Comissão de Ética do partido, para os devidos procedimentos, com o direito ao contraditório e a ampla defesa.

“O PT condenou a atitude autoritária e revanchista da ‘governadora biônica Roseana Sarney’ junto aos prefeitos maranhenses, o uso político que a oligarquia tentou fazer da passagem do presidente Lula no Estado, e se solidariza com a população maranhense desabrigada pelas enchentes”, afirmou Valdinar.

A RESOLUÇÃO

O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores no Maranhão, o PT, reunido em 14 de maio de 2009 em sua sede com quórum deliberativo aprova a seguinte Resolução.

“A defesa de Washington Oliveira da aliança do PT com o PMDB e o DEM, para as eleições de 2010, publicada na imprensa local não reflete nenhuma Resolução do PT do Maranhão e trata-se de uma posição pessoal que não conta com o respaldo desta instância partidária”.

“O diretório estadual ratifica a decisão de sua Executiva Estadual de 20 de abril de 2009, onde reafirma a sua oposição ao governo Roseana Sarney, do PMDB, e proíbe a participação de qualquer de seus filiados na administração estadual, bem como confirma a suspensão da filiação de José Antônio Heluy remetendo-se a Comissão Provisória, a Comissão de Ética do Partido o pedido de sua expulsão para os devidos procedimentos com o direito ao contraditório e a ampla defesa.”

“O PT dará prosseguimento ao diálogo com os partidos políticos e movimentos sociais do campo democrático e popular que contribuíram para a vitória das oposições em 2006 e apresentará as suas propostas para uma agenda de ação política que expresse as demandas da luta social maranhense para este ano de 2009.”

“Por fim, o PT condena a atitude autoritária e revanchista da ‘governadora biônica Roseana Sarney’ junto aos prefeitos maranhenses, o uso político que a oligarquia tentou fazer da passagem do Presidente Lula no Estado e se solidariza com a população maranhense desabrigada pelas enchentes”.

(Da Agência Assembleia)

terça-feira, 19 de maio de 2009

MANIFESTO AO POVO DO MARANHÃO

MANIFESTO AO POVO DO MARANHÃO


O Maranhão é um Estado importante e estratégico para o Brasil. Situado entre as regiões Nordeste, Norte e Centro Oeste, o Maranhão possui abundância em recursos naturais e uma rica diversidade cultural que se expressa através de seu povo alegre, resistente e trabalhador.
Apesar desses fatores positivos, os maranhenses continuam entre os mais pobres do País, vítimas de grupos oligárquicos autoritários, excludentes e golpistas que nos últimos 60 anos controlaram as instituições públicas em benefício próprio.
Em 2005, o governador José Reinaldo Tavares, ao romper com a oligarquia Sarney, iniciou o processo de libertação do povo maranhense.
Nas eleições de 2006, em especial no segundo turno, a população maranhense rebelou-se, impondo fragorosa derrota à candidata da oligarquia, elegendo o candidato da Oposição Jackson Lago.

Inconformado, o chefe da oligarquia moveu céu e terra para desforrar-se da rebeldia popular e não deixar Jackson Lago governar. Para tanto, fez o que pôde para impedir o acesso do governo estadual aos programas e recursos do governo federal; obstruiu a visita de autoridades federais ao Estado; transformou o seu aparato de comunicação em partido político e em máquina de guerra contra o novo governo; envolveu a Justiça Eleitoral em uma trama diabólica que resultou no mais odioso golpe contra a democracia ao cassar o governador eleito, para entregar o Governo do Estado à sua filha e candidata derrotada.

Hoje, o Maranhão vive a mais grave crise de sua história recente, na medida em que não há governo eleito, já que a governadora de hoje tem um mandato que lhe foi entregue pelo voto de quatro ministros do Tribunal Superior Eleitoral-TSE. Por outro lado, a governadora ilegítima está sem rumo, encurralada em Palácio e submissa ao poder do Secretário de Saúde, seu cunhado, que de fato é o governador.
Nestes 30 dias após sua posse, a governadora de poucos votos transformou o governo provisório em uma delegacia de polícia com abertura de inquéritos contra tudo e contra todos, para, através da mídia controlada, encobrir a falta de ações voltadas para a solução dos problemas da população.

A Governadora de quatro votos não consegue mobilizar ações para atender os milhares de irmãos nossos que, atingidos pelas enchentes, padecem ao relento, sem saúde , alimento e afeto, sobrevivendo em condições humilhantes e degradantes.

Para provar que não gosta de políticos e agravar ainda mais a crise no Estado a Governadora sem votos promove insólita e odiosa campanha contra os prefeitos municipais, confiscando recursos deixados pelo governo anterior para construção de hospitais, escolas, barragens, estradas, viadutos e outras obras, essenciais para o desenvolvimento econômico das unidades municipais e a melhoria da qualidade de vida dos maranhenses.

Diante das incertezas, abandono e sofrimento em que vive hoje o povo maranhense, nós dos partidos políticos (PSB, PSDB, PT, PCdoB, PCB, PTC, PPS, PDT) entidades da sociedade civil, lideranças sindicais, intelectuais e estudantes decidimos criar o MOVIMENTO EM DEFESA DO MARANHÃO LIVRE (nome provisório), para denunciar o golpe aplicado pela oligarquia contra a cidadania maranhense, articular ações de apoio e solidariedade aos atingidos pelas enchentes e outras calamidades; defender os municípios e os seus prefeitos dos atos autoritários e ilegais da governadora biônica; lutar pela devolução dos recursos indevidamente retirados dos cofres municipais; defender a autonomia do Poder Judiciário e do Legislativo agredidos pela Governadora de quatro votos; divulgar e defender as realizações positivas do governo anterior; fiscalizar os atos do atual governo provisório; defender no Poder Legislativo Estadual a aprovação de medidas em favor dos servidores públicos e da população carente; apoiar a luta dos trabalhadores urbanos e rurais na defesa de seus direitos, solidarizar-se com as reivindicações do movimento estudantil e dos intelectuais, bem como construir as alternativas capazes de conduzir as forças democráticas e populares à vitória eleitoral e política em 2010.

Este Movimento é aberto a todos que desejam o Maranhão livre, desenvolvido, fraterno e justo.


São Luís, 18 de maio de 2009.

MOVIMENTO EM DEFESA DO MARANHÃO LIVRE

Oposição ao grupo Sarney lança manifesto ao povo do Maranhão

Ao final do encontro foi lançado manifesto ao povo do Maranhão e estabelecido critérios para a criação de comissão para coordenar o Movimento em Defesa do Maranhão Livre.

"Foi uma reunião exitosa, que revela a força dos partidos de oposição. Representa o ponto inicial de uma nova luta pela retomada do governo do Maranhão", declarou Marcelo Tavares.

Para demonstrar o peso político da reunião, Tavares lembrou que dela participaram representantes dos dois principais partidos que dividirão os palanques em 2010 na disputa pela Presidência da República: PT e PSDB.

No cenário regional, ele também destacou a importância dos outros partidos, que deram sustentação ao movimento que saiu vitorioso nas eleições de 2006. "Esta causa é extremamente viável", refletiu.

Logo na abertura dos trabalhos, Marcelo Tavares esclareceu que apesar de atender a uma convocação do PSB, o encontro tinha uma imagem suprapartidário e um objetivo estratégico: discutir o cenário político, econômico e administrativo do Maranhão e o papel das forças de resistência ao governo Roseana Sarney, que apenas retornou ao poder pela via judicial, em completa dissonância com a verdade das urnas.

A primeira liderança a se manifestar foi o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) que, diante do auditório lotado, bradou: "Este espaço da resistência está firme e será sempre vencedor".

José Reinaldo disse que a decisão do TSE, que cassou o ex-governador Jackson Lago e nomeou Roseana Sarney para substituí-lo, é questionada por autoridades de renome nacional, "que se revelam estupefatas com o que aconteceu".

Para José Reinaldo, a derrota de Roseana Sarney nas urnas, em 2006, foi uma resposta inequívoca da população ante ao atraso a que o Estado foi submetido por décadas. "Os péssimos indicadores sociais fizeram com que o Maranhão fosse tratado em tom de galhofa. Isso motivou o eleitor a trocar de nome (de grupo político na nas eleições de 2006)".

O ex-governador lembrou as condições que em encontrou o Estado, quando assumiu o governo. Destacou que sua primeira atitude no exercício do poder foi sanear as finanças do e eliminar a o grau de dependência financeira do governo federal.

Como indicativo do êxito de sua política fiscal, José Reinaldo citou uma matéria publicada numa das últimas edições da revista Veja, que apontou o Maranhão, durante o período do seu governo, como o 3º Estado que mais cresceu e se desenvolvimento socialmente.

A iniciativa da governadora Roseana Sarney de cancelar os convênios firmados com os municípios também foi motivo de críticas. "Coisa nunca vista, o governo atacar o caixa das prefeituras!".Segundo ele, na ânsia de reaver os recursos, o governo apropriou-se até de repasses do governo federal, como foi o caso do município de Icatu.

O prefeito de Icatu, Juarez Lima (PDT), que estava presente na reunião, explicou que os recursos repassados pelo Ministério da Integração Nacional para a construção de 100 casas populares foram sugados pelo governo estadual. Lima informou que deu entrada numa ação no Ministério Público Federal para reaver os recursos.

O ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, avaliou que o cenário político para as eleições de 2010 é mais complexo se comparado ao das eleições de 2006, pois "a ilegitimidade usurpou o poder das urnas". "O momento é de inspiração para o trabalhado redobrado".

Ele conclamou todos os partidos de oposição a reconstruírem a unidade política pela retomada do governo. Ele sugeriu a criação de comitês em várias regiões do Estado com a missão de esclarecer politicamente a população. "Só vencendo a pobreza política vamos vencer outras pobrezas que nos atrasam, social, econômica e cultural".

Além de dezenas de prefeitos, vereadores e lideranças, o ato contou com a participação dos deputados federais Roberto Rocha e Carlos Brandão, ambos do PSDB, Domingos Dutra (PT) e Julião Amim (PDT). Marcaram presença os deputados estaduais: Marcelo Tavares (PSB), Chico Leitoa (PDT), Rubens Júnior (PRTB), Edivaldo Holanda (PTC), João Evangelista (PSDB), Pavão Filho (PDT), Pedro Veloso (PDT), Domingos Paz (PSB), Valdinar Barros (PT) e Penaldon Jorge (PSC). (Do JP Online)

REUNIÃO EM DEFESA DO MARANHAO LIVRE


Aconteceu hoje pela manhã, no auditório da Assembléia Legislativa, a primeira reunião suprapartidária que irá fazer oposição ao grupo Sarney desde agora, até as eleições em 2010. A reunião foi comandada pelo PSB, partido do ex-governador Zé Reinaldo, que organizou uma frente de oposição e derrotou o grupo Sarney nas eleições em 2006, mas, que retornou ao poder, graças aos ministros do STE em Brasília.

Ao que parece, essa mesma frente reunida hoje, com as principais lideranças políticas do estado, compareceram e deram suas opiniões sobre a situação calamitosa que o estado se encontra, não apenas pela força das chuvas, mas pela inércia e incompetência do grupo político que retornou ao poder, através do STE.

Passados 31 dias, desde que foi empossada como governadora (um mês sob nova administração), ainda não se viu nada novo, o estado está parado, e em total estado de calamidade. Roseana ainda não disse para que veio. Para piorar, em total desrespeito ao sofrimento do povo do interior, seqüestrou o dinheiro que foi depositado nas contas das prefeituras pelo governo anterior, que estava destinado a projetos que facilitariam a vida do povo: projetos para agricultura, hospitais, escolas, estradas e barragens.
Na reunião, o motivo maior dos discursos, foi para que cada partido de oposição a Oligarquia Sarney, esteja buscando soluções para o povo do Maranhão, que se encontra esquecido em situação calamitosa.


No inicio da reunião, o deputado federal Domingos Dutra, ponderou para que a imprensa ali presente, (além dos conhecidos agentes murad/sarneysistas), não falasse coisas que não fossem ditas naquela reunião. Um deles, visivelmente emocionado, não se contendo, passou a fotografar os presentes, quantos prefeitos e deputados estavam lá, é necessário que seus chefes saibam quem esteve na reunião, a estratégia é conhecida, impor o medo e fazer chantagens.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O projeto da nova “Frente de Libertação”


O ex-governador José Reionaldo Tavares (PSB) não vai disputar o Senado Federal em 2010. Ele trabalha pela eleição à Câmara Federal. É o principal objetivo da nova versão da “frente de libertação”, que ele tenta reeditar a partir desta segunda feira.

O outro objetivo é eleger o deputado Flávio Dino (PCdoB) prefeito de São Luís.

Para isso, o deputado comunista está sendo convencido a disputar o Governo do Estado em 2010, como um dos dois candidatos da oposição - o outro nome é o de Jackson Lago (PDT).

A candidatura dinista atende aos interesses da “frente” e aos seus próprios.

Os da “frente” é garantir dois palanques no primeiro turno e forçar um segundo turno com Roseana Sarney (PMDB) ou seu candidato, embora considerem difícil a repetição de 2006, quando ela não estava no poder.

Os interesses de Dino são outros: candidato a governador, ainda que não seja eleito, ele potecializa sua candidatura a prefeito em 2012, apostando no fraco desempenho do tucano João Castelo (PSDB) em seu primeiro mandato.

Pela concepção de José Reinaldo, disputariam o Senado o petista Bira do Pindaré e o ex-ministro Edson Vidigal (PSB).

A ”frente” reinaldista terá, portanto, dois palanques em 2010. Um com PT,PCdoB e PSB, outro com PSDB e PDT.

Todos negarão agora o que foi colocado acima, mas é exatamente assimq ue eels querem que aconteça em 2010.

É só aguardar

domingo, 17 de maio de 2009

Atolado em denúncias, Sarney já pensa até em renunciar à presidência do Senado


Dora Kramer revela no jornal O Estado de São Paulo

Atolado num mar de denúncias de toda ordem desde que assumiu, em fevereiro, a presidência do Senado, pela terceira vez, o senador José Sarney tem pensado em renunciar, segundo revela, em seu artigo de ontem, em O Estado de São Paulo, a colunista Dora Kramer. Segundo ela, é cada vez mais consistente a hipótese de que Sarney só resolveu disputar o cargo – depois de negar diversas vezes que não o faria - para dar 20 meses de mandato de governadora à filha Roseana e livrar a pele do filho Fernando, que responde a inquérito na Polícia Federal, por sonegação fiscal e formação de quadrilha, dentre outras acusações.

A possível renúncia de Sarney estaria vinculada à preocupação dele com a biografia política, mas o gesto, na visão de amigos, ao contrário de melhorar sua imagem diante da história poderia muito mais transformá-la numa peça digna da lata de lixo com que a opinião pública execra os maus políticos.

A jornalista conclui sua análise prevendo que, dificilmente Sarney se sairá bem dessa sua empreitada. “O senador Sarney não tem outra saída: é investir na recuperação da credibilidade sob a orientação do seguinte lema: não se pode fazer tudo errado e, no fim, esperar que dê tudo certo”.

Eis o artigo de Dora Kramer:

“Com a renúncia na cabeça”

“O semblante carregado do presidente do Senado, José Sarney, expressa o desconsolo que lhe assola o espírito desde os primeiros dias da crise que coincidiu com o início de seu mandato. Incumbência pesada que, segundo confessou aos mais íntimos, já cogitou abandonar antes do prazo regulamentar de dois anos.

“Se foi um impulso momentâneo ou um plano a ser executado a qualquer momento, fato é que Sarney há cerca de 20 dias começou a dar razão aos que o aconselhavam a ignorar fosse qual fosse a motivação - de ordem pessoal, familiar, política ou partidária - para concorrer à presidência do Senado.

“Arrependido por ter deixado de lado o projeto de se eleger presidente da Academia Brasileira de Letras para, pela terceira vez em 14 anos, presidir o Senado, externou a vontade de renunciar. Ao cargo, ao mandato de senador, à carreira política.

“Quando falou no assunto, referiu-se aos 80 anos de idade a serem completados no dia 24 de abril de 2010. Não deixou claro se marcava data para o gesto pretendido ou se apenas considerava imerecida tal desventura a essa altura da vida.

“Os 50 anos de vida pública lhe deram experiência e discernimento suficientes para perceber o tamanho do estrago. O Senado no chão e ele pagando a maior parte da conta sem ter como resolver o problema.

“Por isso, ao dizer que pensava na renúncia como uma saída, avaliava que se candidatar à presidência foi um passo errado que o levou a perder o capital político de uma carreira que pretendia encerrar em alta.

“Primeiro, havia sonhado em coroar a trajetória com a presidência da Academia Brasileira de Letras, nos 100 anos da ABL. Faria, aí, sua opção preferencial pela literatura. Enquanto se manteve fiel a esse projeto, José Sarney rejeitou toda e qualquer possibilidade de ser candidato a presidente do Senado. Dizia isso aos correligionários, mas também à família e aos amigos até novembro do ano passado.

“Em dezembro, mudou. A alguns, para os quais havia dito que não disputaria, comunicou a mudança com a seguinte frase: O destino me leva à política. O destino, no caso, foi entendido como a percepção de que na presidência do Senado Sarney poderia ajudar dois dos seus três filhos: Fernando, com problemas na Polícia Federal, e Roseana, envolvida no embate judicial que afinal cassou Jackson Lago e deu a ela o mandato de governadora do Maranhão.

“Estava, porém, escrito outro tipo de sina bem menos venturosa. A crise no Parlamento estourou logo na estreia e Roseana assumiu em meio às enchentes que desabrigaram milhares de pessoas e devastaram o Estado, cuja recuperação demanda muito mais tempo que os 20 meses de mandato herdados por decisão da Justiça.

“Posto o arrependimento em virtude da consumação dos piores fatos, os mesmos que haviam aconselhado Sarney a esquecer a presidência do Senado no mês passado lhe disseram para tirar da cabeça essa história de renúncia.

“Primeiro, porque a primeira loucura (de presidir o Senado) não poderia ser consertada com outra maior. Em segundo lugar, se a preocupação de José Sarney é com a biografia, a rendição na adversidade não seria a melhor contribuição à História.

“Agora, na opinião dos amigos, o senador Sarney não tem outra saída: é investir na recuperação da credibilidade sob a orientação do seguinte lema: não se pode fazer tudo errado e, no fim, esperar que dê tudo certo”.

(Dora Kramer – O Estado de São Paulo)

sábado, 16 de maio de 2009

Maranhão lidera lista de municípios em situação de emergência no país

Os estados do Maranhão e Ceará são os mais prejudicados pela chuva no país. Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), os dois estados lideram a lista de municípios que decretaram situação de emergência: 78 cada.

No Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a estiagem também preocupa prefeitos em 216 municípios gaúchos e 124 catarinenses.

O levantamento com os principais municípios em dificuldade foi realizado pela CNM a partir de dados divulgados pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, que indicam o panorama geral da situação enfrentada por municípios brasileiros em decorrência de desastres naturais no Norte, Nordeste e Sul do País.

“Além da grande quantidade de desabrigados, estes municípios têm enfrentado perda em suas atividades econômicas. Eles também estão executando altos gastos com os custos emergenciais de atendimento às pessoas e famílias afetadas”, afirma o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Bacabal: juiz solicita remanejamento de famílias isoladas pela enchente

O juiz Osmar Gomes também vai solicitar à Secretaria de Segurança Pública do Estado que disponibilize um helicóptero do GTA para realizar o resgate das famílias para abrigos mantidos pela prefeitura de Bacabal, onde permanecerão até que possam retornar às suas casas em segurança.

COMITÊ – Para tentar minimizar a situação de calamidade em que vivem várias famílias de Bacabal, o Comitê Gestor de apoio aos desabrigados da comarca, formado pelo juiz Osmar Gomes, representando o Judiciário, o promotor Luiz Gonzaga Coelho, representando o Ministério Público, membros do Executivo e Legislativo municipais e entidades organizadas da sociedade civil, está se reunindo semanalmente às quartas-feiras, discutindo soluções a curto, médio e longo prazo.

“O comitê vai permanecer até que todas as famílias estejam habitadas de forma digna”, informa o magistrado. A previsão é que somente dentro de oito meses a situação volte à normalidade plena.

Uma das medidas de caráter urgente é o apoio à campanha para a arrecadação de alimentos para a população atingida, que também são entregues toda semana nos abrigos da cidade. Na próxima quarta-feira (20), serão entregues mais de 900 cestas básicas às 900 famílias alojadas.

Como medida emergencial até a retirada das pessoas das comunidades ilhadas, um helicóptero do exército levou, na manhã desta sexta-feira (15), 130 cestas básicas.

Segundo informações do juiz, já foram arrecadados mais de cinco toneladas de alimentos, além de roupas e calçados, em vários pontos de coleta na cidade e no Fórum, onde funciona o comitê central. A sociedade e empresários estão mobilizados. A Indústria e Comércio de Leite Sol, empresa paulista com representação no município, já garantiu a doação de 200 fardos de leite.

A imprensa local será acionada na segunda-feira (18) para dar apoio na divulgação da campanha, no sentido de conseguir principalmente alimentos mais essenciais, como arroz, feijão, café e açúcar. Quem quiser doar deve entrar em contato com a secretaria da 1ª Vara, pelo telefone (99) 3621 – 5046, ou contatar as assistentes sociais Luciana ou Joina, pelo telefone (99) 3621 – 3221. (Da Ascom / Corregedoria Geral da Justiça)