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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Homens foram preso e decapitados no Maranhão



José Agostinho Bispo, de 55 anos, teve um final de vida de forma trágica nesta terça-feira (08/02). Uma rebelião na Delegacia da cidade de Pinheiro no Maranhão onde ele era um dos presos que cumpria pena. Bispo foi condenado a 63 anos de prisão por ter abusado de duas filhas. Uma delas, Sandra Maria Monteiro, foi mantida em cárcere privado durante 16 anos.

Hoje, mais de seis meses após a prisão de Bispo, ela ainda vive em um casa-abrigo da prefeitura de Pinheiro, cidade a 340 quilômetros de São Luís.

Após ser condenado em dezembro de 2010, Bispo aguardava transferência para a Penitenciária de Pedrinhas. Ele estava detido em uma cela especial em Pinheiro, junto com outros presos acusados de crimes como pedofilia e estupro. Todos os seis executados estavam respondendo por esse tipo de crime.

Em janeiro deste ano, o então delegado regional interino de Pinheiro, Márcio Araújo, viajou para São Luís com o intuito de conseguir uma vaga para Bispo. Não teve resposta. Com a interdição da delegacia de Bacabal, na semana passada, o pedido de transferência de Bispo foi novamente adiado, de acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão.

A própria delegada regional de Pinheiro, Laura Amélia Barbosa, afirmou, após a condenação de Bispo, que muito provavelmente ele morreria na prisão. Quando Agostinho soube que seria condenado, ele pensou em cometer suicídio. Pelas primeiras informações sobre a rebelião, Agostinho foi uma das primeiras vítimas.

Entenda o Caso
Resgatada em junho do ano passado pela Polícia Civil do Maranhão, após ser abusada sexualmente pelo próprio pai e mantida em cativeiro durante 16 anos em Pinheiro, Sandra Maria Monteiro, hoje com 29 anos, vive com ajuda do governo e está passando por tratamento para se recuperar dos anos de cárcere.

Sandra foi resgatada em 8 de junho de 2010, logo após a prisão de seu pai. Exames de DNA comprovaram que Agostinho Bispo teve sete filhos com a própria filha. Durante a investigação da Polícia Civil, descobriu-se que Bispo tinha abusado também de duas filhas-netas. A primeira filha de José Agostinho, Maria Sandra, também foi abusada por ele. Com ela, teve uma filha-neta. Pelos abusos sexuais contra duas filhas e duas filhas-netas, Agostinho foi condenado a 63 anos de prisão.

Segundo informações da Secretaria de Desenvolvimento Social de Pinheiro, a expectativa é que neste mês Sandra tenha uma residência fixa, em uma casa que será alugada e mantida pela prefeitura enquanto o governo do Estado e a prefeitura não terminam uma residência que está sendo construída para ela na zona rural de Pinheiro.

Hoje, na casa-abrigo, conforme o Conselho Tutelar, Sandra mora com outras mulheres que também foram vítimas de abuso sexual na cidade. “Muito foi prometido à Sandra e até agora apenas o básico está sendo feito”, resignou-se o conselheiro tutelar de Pinheiro, Ernesto Brito.

Além de morar em uma casa abrigo, ela vive com R$ 200,00 do programa Bolsa Família dos sete filhos. A alimentação e as roupas são bancadas pelo município. Ela ainda está sendo alfabetizada e os seus filhos estão estudando. Segundo o governo, a intenção é que, aos poucos, ela tenha condições de conseguir um emprego.

Desde quando foi resgatada, no ano passado, Sandra passou por um processo de ressocialização e de recuperação psicológica intenso para tentar se recuperar dos 16 anos de confinamento. Dois assistentes sociais passaram a acompanhar diretamente Sandra, além de psicólogos e médicos.

Termina Rebelião no Maranhão

A rebelião que deixou seis mortos – entre eles o lavrador José Agostinho, suspeito de estuprar e engravidar as próprias filhas no povoado de Experimento – no 2º Distrito Policial de Pinheiro, em São Luiz do Maranhão, terminou por volta das 14h desta terça-feira (8). A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado.

A confusão começou com uma tentativa de fuga frustada, por volta das 22h de segunda-feira (8). Ao menos quatro homens foram decapitados pelos presos.

Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, os presos invadiram as celas de pedófilos e estupradores e os renderam. Agostinho foi o primeiro a ser morto.

Durante as negociações, que começaram por volta das 9h, foi formada uma comissão composta pela Polícia Militar, grupo tático aéreo, dois promotores, um juiz, além de delegados da região.

Os criminosos fizeram uma lista de exigências, como a transferência para cidades de origem, TV, ventiladores nas celas e 1 kg de maconha para liberar os reféns e encerrar a rebelião. Os rebeldes reclamam também por causa da superlotação das celas, que têm capacidade para 38 detentos, e abrigam cerca de 97 em cada.

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